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Um bom momento

Iniciamos a 2ª década do século XXI, mas muitos problemas que enfrentamos hoje são ainda os mesmos da pré-história. Nos últimos 100 anos evoluímos muito em todas as áreas, mas infelizmente não mudamos quase nada.

Continuamos a nos matar, e hoje com armas mais eficientes que paus e pedras.

Governos que se intitulam democráticos (do povo, pelo povo, para o povo) agem de acordo com interesses pessoais e governam segundo a antiga e famosa regra “manda quem pode, obedece quem tem juízo”.

A ciência evoluiu inacreditavelmente, segundo alguns está próxima de artificialmente criar a vida, entretanto ainda não foi capaz de proporcionar uma vida mais justa e solidária, com alimento, saúde e segurança para todos os habitantes deste planeta.

Atualmente a comunicação é instantânea entre praticamente qualquer ponto da terra, mas temos dificuldade em manter um diálogo produtivo com a nossa própria família, com o vizinho do lado ou com o colega de trabalho.

As mulheres conquistaram o direito de trabalhar fora, fazer “tarefa de homem”, mas o homem talvez por conveniência, resiste em assumir tarefas do lar que ainda considera “serviço de mulher”.

A abolição da escravidão não impediu que multidões de pessoas se tornassem escravas de trabalhos forçados, que realizam apenas em razão da própria sobrevivência ou, pela compulsão de atenderem aos estímulos para o consumo, permanentemente criados e mantidos por uma mídia onipresente na vida de todos nós.

Essa nossa bendita evolução, além de não conseguir resolver problemas que nos afligem à milênios, ainda criou novas e graves dificuldades para as quais precisamos encontrar soluções urgentes sob pena de perecermos, como a poluição ambiental e o aquecimento global.

Possuímos hoje, as melhores condições de toda a história da humanidade para estarmos vivendo no melhor de todos os mundos, mas coletivamente continuamos a viver no inferno de sempre.

O que era para ser o século do bem estar social, da celebração, da liberdade e da inteligência, tem sido apenas motivo de luto e dor.

Sutilmente tem trazido de volta a tirania da ignorância, das doutrinas fundamentalistas de toda espécie, da censura, da intolerância, do totalitarismo e de seus mecanismos clássicos de tortura e repressão.

O pior é ter consciência de que os responsáveis por tudo isso somos nós mesmos, quando não usamos as informações hoje disponíveis e facilmente acessíveis para implementarmos as ações de mudanças tão necessárias.

Se com toda nossa atual tecnologia ainda não conseguimos consertar o mundo, devemos nos concentrar em uma tarefa mais simples. Vamos individualmente consertar o homem, assim quando a tarefa estiver concluida, teremos por consequência resolvido os problemas do mundo.

Mudar nossa maneira de ser, pensar e agir é uma tarefa simples e ao mesmo tempo extremamente difícil, mas a recompensa vale a pena.

Novo ano, nova década, novo governo, novas oportunidades. Esse é um bom momento para começar.

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