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Texto antigo – Final diferente

Naquele tempo o dinheiro estava escasso como nos dias atuais, razão pela qual aquele pai ficou furioso e repreendeu severamente a filha de 03 anos ao vê-la desperdiçar o seu valioso rolo de papel de presente dourado, embrulhando uma caixinha para colocá-la debaixo da árvore de Natal. Apesar de tudo, na manhã seguinte, a menininha levou o presente a seu pai e disse:_Isto é pra você, paizinho!.

Ele sentiu-se envergonhado da sua furiosa reação, mas voltou a “explodir” quando viu que a caixa estava vazia. Gritou, dizendo:

_Você não sabe que quando se dá um presente a alguém, a gente coloca alguma coisa dentro da caixa?

A pequena menina olhou para cima com lágrima nos olhos e disse:

_Oh, Paizinho, não está vazia. Eu soprei muitos beijos dentro da caixa, todos para você, papai.

O pai quase morreu de vergonha, abraçou a menina e suplicou que ela o perdoasse.

Dizem que ele guardou a caixa dourada ao lado de sua cama por anos e sempre que se sentia triste, chateado, deprimido, ele tomava da caixa um beijo imaginário e recordava o amor que sua filha havia posto ali.

A consciência é o Acusador, Juiz, Carrasco e Defensor do ser humano, quando cometemos qualquer ato falho ela atua sem dó nem piedade. Esta ação pode ser preventiva, corretiva e/ou punitiva, pode ter início imediato o não, dependendo de cada situação.

Quando eu tinha menos de sete anos, por algumas vezes deixei de ajudar uma pessoa que precisava, ou ajudava de má vontade. Na minha inocência (e 40 anos atrás era inocência mêêêssmo) aquilo era um transtorno que eu não precisava e não queria. Como meus pais ou outro adulto qualquer nunca presenciou a situação, tive como repreensão “apenas” o carinho daquele que precisava da minha ajuda.

O que fez meu ACUSADORJUIZCARRASCODEFENSOR? Entrou em ação apenas quando me tornei adulto o suficiente para entender a lição.

Obrigado TiZé, por seu carinho…

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